Esposa de Sorocaba revela por que decidiu viajar sem os filhos pequenos para Paris

Resumo: Descubra por que viajar sem os filhos pequenos pode ser a melhor escolha para alguns destinos. Veja dicas e quando faz sentido.
Redação Guia na Mochila
31/01/2026 5:05
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Atualizado há 4 dias
Casal relaxando junto durante viagem romântica, aproveitando a decisão de viajar sem os filhos pequenos

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Quando Deixar os Filhos em Casa é a Decisão Mais Sensata da Viagem

Biah Rodrigues, esposa do cantor sertanejo Sorocaba, gerou debate nas redes sociais ao viajar para Paris sem levar os filhos gêmeos. A decisão da influenciadora e mãe de quatro crianças expõe um dilema que vai muito além do universo das celebridades: nem todo destino internacional é adequado para todas as idades, e reconhecer isso pode ser o segredo para experiências mais proveitosas — tanto para os pais quanto para os pequenos.

O casal optou por explorar a capital francesa sem os caçulas, decisão que precisou ser explicada publicamente diante de questionamentos de seguidores. Mas longe de ser uma escolha egoísta, a estratégia reflete uma tendência crescente entre famílias brasileiras: planejar viagens adequadas à composição e idade dos filhos, em vez de forçar roteiros incompatíveis com as necessidades infantis.

Paris Não Foi Feita Para Carrinhos Duplos

A escolha do destino ajuda a entender a decisão. Paris, apesar de todo o seu charme, representa um dos roteiros mais desafiadores para famílias com crianças muito pequenas.

A infraestrutura da cidade, preservada há séculos, não conversa bem com a logística de gêmeos:

  • Apenas 9% das 302 estações de metrô possuem acessibilidade completa com elevadores
  • Calçadas de paralelepípedos dificultam o deslocamento com carrinhos duplos
  • Escadarias íngremes conectam os principais pontos turísticos
  • Longas caminhadas entre atrações (muitas vezes 3-4km por dia)

Some-se a isso o fuso horário de 4 a 5 horas de diferença em relação ao Brasil e os voos de 11 a 12 horas de duração. Para gêmeos pequenos, que demandam rotinas sincronizadas e previsíveis, o cenário se torna ainda mais complexo.

A Matemática Cruel de Viajar com Gêmeos

Do ponto de vista prático, viajar internacionalmente com gêmeos multiplica exponencialmente a complexidade logística.

São necessários dois assentos especiais no avião (bassinets, disponíveis apenas para bebês até 10kg), o dobro de equipamentos, documentação duplicada, e a coordenação de necessidades simultâneas durante todo o voo.

Com quatro filhos de idades diferentes, a família ainda enfrenta o desafio adicional de equilibrar as necessidades de cada faixa etária. Enquanto os mais velhos aproveitariam museus e passeios culturais, os gêmeos demandariam estrutura rígida de sonecas, trocas e alimentação.

O Que Biah Não É a Primeira a Descobrir

A influenciadora se junta a um movimento crescente no mercado turístico: casais com filhos pequenos que buscam momentos de reconexão sem abrir mão da parentalidade responsável.

Dados do setor apontam crescimento de 34% na procura por resorts e experiências “adults-only” entre casais com filhos. A tendência não representa abandono familiar, mas reconhecimento de uma verdade simples: pais descansados e realizados cuidam melhor dos filhos.

Além disso, há uma estratégia inteligente por trás dessa escolha: as viagens progressivas.

Explorando Antes Para Acertar Depois

Muitas famílias adotam a abordagem de conhecer o destino primeiro, avaliando sua viabilidade para futuras viagens com toda a prole.

Na prática, isso significa:

  • Identificar hotéis realmente family-friendly (e não apenas os que dizem ser)
  • Testar restaurantes que acomodam crianças sem constrangimentos
  • Mapear farmácias, hospitais e estrutura de emergência
  • Conhecer o tempo real de deslocamento entre atrações

Essa “viagem de reconhecimento” permite que, no futuro, a experiência com as crianças seja muito mais fluida e planejada.

Quando Cada Destino Faz Sentido

A verdade inconveniente do turismo familiar é que nem todo lugar é apropriado para todas as idades. E tudo bem.

Paris, por exemplo, se torna genuinamente aproveitável por crianças a partir dos 5-6 anos, quando conseguem caminhar distâncias maiores, apreciar um croissant numa padaria charmosa, e guardar alguma memória da Torre Eiffel.

Destinos Que Realmente Funcionam com Crianças Pequenas

Para bebês e crianças até 3 anos:

  • Resorts all-inclusive no Nordeste brasileiro — estrutura completa, voo curto, sem jet lag
  • Praia do Forte (BA) e Porto de Galinhas (PE) — infraestrutura consolidada, piscinas naturais rasas
  • Gramado (RS) — clima ameno, programação infantil, deslocamentos curtos

Para primeiras viagens internacionais (3-5 anos):

  • Orlando (EUA) — parques preparados para todas as idades, clima de férias
  • Punta Cana e Cancún — voos de 7-8h, resorts com kids club, praias calmas
  • Portugal — idioma, praias tranquilas, cidades caminháveis

Para destinos culturais europeus (a partir de 6 anos):

  • Paris, Londres, Roma — quando as crianças já conseguem andar longas distâncias e apreciar museus

O Custo Real de Levar Todo Mundo

Há também uma questão financeira que não pode ser ignorada.

Para uma família de seis pessoas (dois adultos e quatro crianças) viajar para Paris, o investimento é robusto:

  • Passagens aéreas: R$ 35.000 a R$ 60.000 (classe econômica)
  • Acomodação: €200 a €400 por noite em apartamentos ou suítes familiares (hotéis padrão não comportam 6 pessoas)
  • Equipamentos: Aluguel de carrinhos, cadeirinhas, berços portáteis
  • Seguro viagem: Cobertura para seis pessoas, incluindo emergências pediátricas
  • Alimentação: Restaurantes parisienses cobram por pessoa, mesmo crianças

Viajar apenas o casal ou com os filhos mais velhos reduz custos entre 40% e 60%, além de aumentar drasticamente a flexibilidade do roteiro.

O Que Muda em 2026: Oportunidades Para Todas as Famílias

A boa notícia é que o mercado turístico está se adaptando rapidamente a essas novas demandas.

Para 2026, o Brasil terá 12 feriados prolongados, configuração que favorece uma estratégia diferente: múltiplas viagens nacionais curtas em vez de uma grande viagem internacional.

Viagens Frequentes e Curtas: O Novo Padrão

Especialistas identificam uma mudança no padrão de consumo das famílias brasileiras:

Em vez de poupar o ano todo para 15 dias na Europa (muitas vezes estressantes com crianças pequenas), as famílias estão optando por 3-4 viagens nacionais de 4-5 dias.

As vantagens são claras:

  • Crianças pequenas lidam melhor com viagens curtas
  • Menos impacto na rotina escolar e de sono
  • Possibilidade de experimentar diferentes destinos
  • Custo-benefício superior
  • Flexibilidade para incluir ou não todas as crianças conforme o destino

Serviços Que Estão Surgindo

O setor turístico já responde a essas tendências com ofertas especializadas:

  • Agências focadas em “escapes parentais” — planejam viagens curtas para casais com roteiro otimizado
  • Resorts com programação noturna kids — liberam os pais para jantares românticos
  • Aplicativos de babás certificadas — conectam famílias a cuidadores em destinos turísticos internacionais
  • Hotéis com apartamentos multigeracionais — avós podem viajar junto e ajudar nos cuidados

A Transformação Cultural Que Está Acontecendo

O debate gerado pela decisão de Biah Rodrigues expõe uma mudança cultural importante.

Gerações anteriores carregavam a expectativa de que pais se dedicassem exclusivamente aos filhos, adiando indefinidamente viagens e momentos de lazer do casal.

A geração atual busca equilíbrio, reconhecendo que pais que cuidam de si mesmos têm mais energia e presença emocional para cuidar dos filhos.

Múltiplos Formatos, Mesma Família

O futuro aponta para a normalização de diversos formatos de viagem dentro da mesma família:

  • Viagens de casal (reconexão e descanso)
  • Viagens com todos os filhos (memórias familiares)
  • Viagens apenas com os filhos mais velhos (experiências adequadas à idade)
  • Viagens multigeracionais (com avós e tios)

Cada formato serve a um propósito diferente, e nenhum é mais válido que o outro.

O Contexto Que Importa

Vale lembrar que Biah Rodrigues já havia feito um desabafo público em agosto de 2024 sobre uma “madrugada difícil” com os quatro filhos. A rotina desafiadora de cuidar de gêmeos pequenos junto com outras crianças é desgastante.

Sorocaba, por sua vez, já havia demonstrado o envolvimento ativo com a chegada dos gêmeos ao comprar o enxoval nos Estados Unidos antes do chá revelação.

Ou seja: não se trata de um casal ausente, mas de pais que reconhecem seus limites e planejam estrategicamente suas experiências.

O Que Outros Pais Podem Aprender

A decisão de viajar sem os filhos menores não precisa vir acompanhada de culpa. Na verdade, pode ser a escolha mais sensata em determinados contextos.

Perguntas que ajudam a decidir:

  • As crianças têm idade para aproveitar genuinamente este destino?
  • A infraestrutura do local é adequada para a idade deles?
  • O investimento financeiro faz sentido considerando o que eles vão experienciar?
  • Há rede de apoio confiável para deixá-los (avós, babás de confiança)?
  • O casal precisa deste momento de reconexão?

Se as respostas indicarem que a viagem será mais estressante que prazerosa para todos, talvez seja melhor aguardar ou optar por um destino mais adequado.

Destinos Brasileiros em Alta Para Famílias em 2026

Com os 12 feriados prolongados de 2026, plataformas especializadas já identificam 8 destinos nacionais em alta para viagens familiares:

Esses lugares investiram em infraestrutura family-friendly e oferecem equilíbrio entre conforto para os pais e diversão para as crianças, com voos curtos e preços mais acessíveis que destinos internacionais.

A tendência é que cada vez mais famílias descubram que não é preciso ir longe para criar memórias inesquecíveis — e que algumas viagens internacionais podem, sim, esperar a hora certa.

🧳 Dicas de Bordo: Guia na Mochila

  • Planejamento: Antes de reservar uma viagem internacional com crianças pequenas, pesquise a infraestrutura real do destino: existência de elevadores, distâncias entre atrações, disponibilidade de carrinhos de bebê para aluguel e serviços pediátricos de emergência. Sites como TripAdvisor têm filtros específicos para avaliações de famílias.
  • Economia: Os 12 feriados prolongados de 2026 são oportunidades perfeitas para viagens nacionais curtas que cabem no orçamento. Três viagens de 4 dias para destinos como Porto de Galinhas, Gramado e Bonito podem custar menos que uma única viagem internacional — e gerar muito mais memórias aproveitáveis para crianças pequenas.
  • O Pulo do Gato: Se você decidir viajar sem os filhos pequenos, transforme isso em vantagem futura. Use a viagem para fazer um “dossiê familiar” do destino: fotografe hotéis family-friendly, anote restaurantes com espaço kids, mapeie parquinhos e farmácias. Quando voltar com as crianças em alguns anos, você terá o roteiro perfeito já testado.

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