Viagem de Flávio Bolsonaro a Israel revela oportunidade surpreendente para turismo religioso brasileiro

Resumo: Descubra como a aproximação Brasil-Israel pode facilitar seu sonho de conhecer a Terra Santa. Veja dicas, custos e roteiros imperdíveis.
Redação Guia na Mochila
21/01/2026 5:02
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Atualizado há 2 semanas
Interior da Igreja do Santo Sepulcro, destino essencial do turismo religioso em Israel, com peregrinos visitando o local sagrado

Flávio Bolsonaro Viaja a Israel em Pré-Campanha: O Que Isso Significa Para o Turismo Brasileiro na Terra Santa

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarcou para Israel em janeiro de 2026, marcando sua primeira viagem internacional no contexto de pré-campanha presidencial. O movimento, custeado com recursos públicos do Senado Federal, acontece antes mesmo da candidatura estar oficialmente sacramentada pelo Partido Liberal e já provoca divisões internas na legenda.

Mas além do tabuleiro político, essa aproximação diplomática acende um farol sobre um fenômeno crescente: o turismo brasileiro em Israel, especialmente o religioso, que movimenta milhões de reais anualmente e coloca a Terra Santa como destino cada vez mais presente no radar dos viajantes nacionais.

Israel no Mapa da Estratégia Política

A escolha de Israel como primeiro destino internacional não é casual. O país ocupa posição única no cenário geopolítico global, sendo simultaneamente uma pequena nação de apenas 22 mil km² e uma potência em tecnologia, defesa e inovação.

Localizado na encruzilhada entre Europa, Ásia e África, Israel é banhado pelo Mar Mediterrâneo e faz fronteira com Líbano, Síria, Jordânia, Egito e territórios palestinos.

Jerusalém, sua capital, carrega um magnetismo sem paralelo: é considerada sagrada pelas três principais religiões monoteístas — judaísmo, cristianismo e islamismo. Já Tel Aviv representa o lado cosmopolita e tecnológico, conhecida mundialmente como a “Start-up Nation”.

O Legado Bolsonarista nas Relações Brasil-Israel

Durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), as relações entre Brasil e Israel atingiram um patamar histórico de proximidade. O Brasil rompeu com décadas de neutralidade diplomática na questão israelo-palestina, alinhando-se mais fortemente a Tel Aviv.

Entre os marcos desse período:

  • Abertura de escritório comercial brasileiro em Jerusalém
  • Aumento de intercâmbio em segurança e defesa
  • Fortalecimento de laços econômicos bilaterais
  • Aproximação simbólica com a base evangélica brasileira

Essa proximidade teve forte componente ideológico e religioso, apelando aos evangélicos brasileiros — que representam cerca de 30% da população nacional e mantêm conexão profunda com a Terra Santa.

A Polêmica Interna e o Uso de Recursos Públicos

Dentro do Partido Liberal, a viagem de Flávio não é unanimidade. Uma ala do partido defende que o senador deveria priorizar deslocamentos pelo Brasil, conhecendo demandas locais e construindo capilaridade eleitoral em estados e municípios.

A preocupação é clara: viagens internacionais neste momento podem transmitir imagem de desconexão com os problemas domésticos brasileiros.

Outro ponto sensível é o financiamento. A viagem está sendo custeada pelo Senado Federal, o que levanta questões sobre o uso de recursos públicos em atividades de natureza eleitoral, embora missões oficiais de senadores sejam previstas nas prerrogativas parlamentares.

Construindo Estatura de Estadista

Por outro lado, a estratégia de Flávio parece clara: construir credenciais de política externa antes mesmo da oficialização da candidatura. Diferentemente de viagens domésticas focadas em problemas cotidianos, uma visita a Israel permite ao pré-candidato posicionar-se em temas como:

  • Segurança internacional e combate ao terrorismo
  • Inovação tecnológica e economia digital
  • Relações com comunidades religiosas influentes
  • Política externa robusta e articulação diplomática

É uma tentativa de construir imagem de estadista precocemente, diferenciando-se de adversários que ainda não deram esse passo.

O Que Isso Muda Para Quem Quer Viajar a Israel?

Movimentos políticos de alto nível entre Brasil e Israel têm impacto direto no turismo. Historicamente, o fortalecimento de relações bilaterais costuma resultar em facilidades concretas para viajantes brasileiros.

Facilidades Diplomáticas e Consulares

Atualmente, brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias em Israel. Mas aproximações diplomáticas podem trazer ainda mais benefícios:

  • Simplificação de processos consulares para estadias prolongadas
  • Aumento de conexões aéreas diretas (hoje inexistentes em linhas regulares)
  • Acordos de cooperação que beneficiam turismo religioso e cultural
  • Maior segurança jurídica e apoio consular para viajantes brasileiros

Turismo Religioso em Alta

Israel recebe anualmente cerca de 4 milhões de turistas, com o turismo religioso respondendo por grande parte desse fluxo. Brasileiros, especialmente da comunidade evangélica, representam um segmento crescente e altamente rentável.

Sinalizações políticas de aproximação entre os países tendem a:

  • Estimular agências especializadas em turismo religioso
  • Aumentar a oferta de pacotes para Terra Santa
  • Fortalecer a percepção de Israel como destino seguro
  • Criar roteiros mais acessíveis e diversificados

O segredo é que, para esse público, Israel não é apenas um destino turístico — é uma peregrinação, uma experiência espiritual transformadora que envolve caminhar por onde Jesus caminhou, visitar o Santo Sepulcro e se banhar no Rio Jordão.

Quanto Custa Realizar Esse Sonho?

Pacotes para Israel variam consideravelmente, mas é possível estabelecer uma média de custos para quem planeja a viagem:

Pacotes completos (7 dias): Entre R$ 8.000 e R$ 15.000 por pessoa, incluindo aéreo, hospedagem, guia e principais passeios.

Passagens aéreas: Como não há voos diretos regulares entre Brasil e Israel, as conexões acontecem via Europa (Lufthansa, Air France, LATAM) ou via Etiópia (Ethiopian Airlines). A distância entre São Paulo e Tel Aviv é de aproximadamente 11.500 km, com tempo de viagem entre 12 e 14 horas.

Alta temporada: Os preços sobem durante a Páscoa cristã, Rosh Hashaná (Ano Novo judaico) e verão europeu (junho-agosto). Para economizar, considere viajar entre outubro e março, evitando feriados religiosos.

O Que Não Pode Faltar no Roteiro

As principais atrações turísticas de Israel combinam história milenar, espiritualidade e paisagens únicas:

  • Jerusalém: Muro das Lamentações, Santo Sepulcro, Monte das Oliveiras, Via Dolorosa
  • Tel Aviv: Praias do Mediterrâneo, vida noturna vibrante, mercado Carmel, arquitetura Bauhaus
  • Mar Morto: Ponto mais baixo da Terra, experiência única de flutuar em águas hipersalinas
  • Massada: Fortaleza histórica no deserto da Judeia, patrimônio mundial da UNESCO
  • Nazaré: Cidade onde Jesus cresceu, Basílica da Anunciação
  • Haifa: Jardins Bahá’í, vista panorâmica do Mediterrâneo

Segurança: Desmistificando o Destino

Uma das maiores barreiras para brasileiros considerarem Israel como destino é a percepção de insegurança devido aos conflitos regionais. Mas a realidade no terreno é diferente do que muitos imaginam.

Israel investe pesadamente em segurança turística. As áreas visitadas por turistas — Jerusalém, Tel Aviv, Galileia — têm infraestrutura robusta e presença constante de forças de segurança treinadas especificamente para proteger visitantes.

Visitas de alto nível político brasileiro, como a de Flávio Bolsonaro, ajudam a normalizar a percepção do país, transmitindo mensagem de estabilidade e rotina. Afinal, se autoridades brasileiras consideram seguro visitar, por que o turista comum deveria temer?

Dicas Práticas de Segurança

  • Registre-se no consulado brasileiro em Tel Aviv antes da viagem
  • Contrate seguro viagem com cobertura para Oriente Médio
  • Evite áreas próximas às fronteiras com Gaza e Líbano sem orientação
  • Siga orientações de guias locais e autoridades
  • Mantenha-se informado sobre a situação atual através de fontes confiáveis

O Efeito Cascata no Turismo Regional

Além disso, o Oriente Médio como destino turístico se beneficia de qualquer movimento que normalize relações e reduza percepções de instabilidade.

Viajantes brasileiros interessados em roteiros amplos — que incluem Jordânia (Petra, Wadi Rum), Egito (pirâmides, Luxor) e Israel — se sentem mais confiantes com sinais de engajamento diplomático brasileiro na região.

Agências de turismo já oferecem pacotes combinados que permitem conhecer múltiplos países em uma única viagem, otimizando custos e tempo. A normalização política facilita trânsito entre fronteiras e reduz burocracias.

Intercâmbio Além do Turismo

Aproximações políticas entre Brasil e Israel também abrem portas para outras modalidades de viagem:

Intercâmbio educacional: Israel possui universidades de excelência em áreas como tecnologia, agricultura em regiões áridas e medicina. Programas de intercâmbio tendem a se expandir com relações diplomáticas fortalecidas.

Viagens de negócios: O ecossistema de inovação israelense atrai cada vez mais empreendedores brasileiros. Eventos como a DLD Tel Aviv Innovation Festival e missões empresariais criam oportunidades de networking internacional.

Voluntariado: Programas como kibbutzim (comunidades agrícolas coletivas) e projetos sociais recebem voluntários internacionais, oferecendo experiências imersivas de trabalho e cultura.

🧳 Dicas de Bordo: Guia na Mochila

  • Planejamento: Reserve com pelo menos 4 meses de antecedência para garantir melhores preços em passagens e evitar a alta temporada religiosa. Considere contratar guias especializados para Jerusalém — a cidade tem camadas históricas complexas que se revelam melhor com orientação.
  • Economia: Viaje entre outubro e março para fugir dos preços altos. Hospede-se em Tel Aviv (mais barato) e faça bate-voltas para Jerusalém. O transporte público em Israel é eficiente e econômico, mas não funciona no Shabat (sexta pôr do sol até sábado à noite).
  • O Pulo do Gato: Brasileiros não precisam de visto para Israel, mas prepare-se para entrevista detalhada na imigração. Leve comprovantes de hospedagem, passagem de volta e seja honesto sobre o propósito da viagem. Se for turismo religioso, diga sem medo — é extremamente bem-vindo. E não esqueça: roupas modestas são essenciais para visitar locais sagrados.
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