Tendências Turismo 2025: Os Destinos que Explodiram e a Mudança que Vai Transformar Suas Próximas Viagens

Resumo: Descubra as tendências turismo 2025 que redefiniram viagens no Brasil e no mundo. Veja o que muda para você em 2026.
Redação Guia na Mochila
15/01/2026 9:55
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Atualizado há 3 semanas
Vista aérea de bangalôs sobre águas cristalinas das Maldivas ao pôr do sol, com ilha tropical ao fundo.

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Brasil Bate Recorde Histórico e Redefine o Mapa do Turismo: As Tendências que Dominaram 2025

O ano de 2025 entrou para a história do turismo brasileiro e global. Com quase 10 milhões de turistas estrangeiros desembarcando no país – marca inédita que consolida o Brasil como potência turística emergente –, o setor viveu uma transformação silenciosa, mas profunda.

Não se trata apenas de números recordes. Trata-se de uma mudança de paradigma.

O viajante contemporâneo deixou de buscar destinos de massa para perseguir experiências autênticas, sustentáveis e transformadoras. As mudanças climáticas redirecionaram fluxos turísticos globais. E o Brasil, finalmente, aprendeu a vender sua megadiversidade além do clichê de praias e Carnaval.

Este é o retrato do turismo que fechou 2025 – e as lições que todo viajante precisa levar para 2026.

O Brasil que o Mundo Descobriu em 2025

Quando a Embratur divulgou os números finais do ano, a surpresa foi generalizada: quase 10 milhões de turistas estrangeiros escolheram o Brasil como destino. Para contextualizar, em 2019 – considerado ano de referência pré-pandemia – foram 6,4 milhões. O crescimento não foi linear; foi exponencial.

Mas o que motivou essa virada?

A Tempestade Perfeita de Fatores Estruturais

Primeiro, a política de facilitação de vistos implementada desde 2023 finalmente mostrou resultados concretos. Cidadãos de países asiáticos-chave – China, Índia, Japão – ganharam acesso simplificado ou isenção total de vistos. Isso destrancou mercados gigantescos que enxergavam a burocracia consular como barreira intransponível.

Segundo, aeroportos regionais foram modernizados. Não apenas os grandes hubs de São Paulo e Rio, mas infraestruturas em Palmas (porta de entrada para o Jalapão), São Luís (acesso aos Lençóis Maranhenses) e Campo Grande (base para o Pantanal e Bonito) receberam investimentos que permitiram operações internacionais diretas ou conexões eficientes.

Terceiro – e talvez mais importante – o câmbio favorável durante boa parte de 2025 tornou o Brasil competitivo em preço. Um turista europeu ou norte-americano que gastaria 200 euros por dia na Grécia conseguia experiências equivalentes ou superiores no Brasil por 150-170 euros, incluindo hospedagem, alimentação e passeios.

Mas existe um quarto fator, menos tangível e mais poderoso: o Brasil construiu narrativas além do óbvio.

De “Sol e Praia” para “Megadiversidade Experiencial”

Campanhas internacionais deixaram de vender apenas Rio de Janeiro e praias nordestinas. Passaram a posicionar o país como destino de:

  • Ecoturismo de classe mundial – Bonito, Amazônia e Pantanal competindo diretamente com Costa Rica e Galápagos
  • Turismo de aventura autêntico – Jalapão e Chapada dos Veadeiros para quem busca adrenalina sem turistificação
  • Experiências culturais profundas – Cidades históricas de Minas Gerais, cultura afro-brasileira na Bahia, tradições indígenas na Amazônia
  • Gastronomia sofisticada – São Paulo consolidada entre as capitais gastronômicas do mundo, com destaque para ingredientes amazônicos

O resultado? Turistas que ficam mais tempo (média de 12 dias versus 7-8 dias em anos anteriores), gastam mais (30% acima do turista doméstico) e retornam com histórias que vão além de selfies em pontos turísticos.

Os Cinco Destinos Brasileiros que Definiram 2025

A plataforma Booking.com compilou bilhões de buscas e reservas para mapear os destinos nacionais mais desejados. O resultado surpreendeu até observadores experientes do setor: nenhuma capital tradicional entrou no top 5.

Os protagonistas foram destinos de natureza preservada, com forte apelo ecológico e experiências imersivas. Vamos entender cada um deles.

Bonito (MS): A Referência Mundial em Turismo Sustentável

Localizado na região da Serra da Bodoquena, a 300 quilômetros de Campo Grande, Bonito não é mais apenas um destino brasileiro – é case study internacional de como conciliar preservação ambiental radical com economia turística robusta.

O município implementou nos anos 1990 um sistema pioneiro: controle rigoroso de capacidade em cada atrativo. Cada rio, gruta ou cachoeira tem número máximo diário de visitantes, com agendamento obrigatório através do voucher único – um sistema centralizado que permite rastreamento completo do fluxo turístico.

As águas cristalinas que tornaram Bonito famoso não são acidente geográfico. A alta concentração de calcário no solo atua como filtro natural, decantando impurezas e permitindo visibilidade que alcança 50 metros em rios como o Da Prata e o Sucuri. Durante flutuações (snorkeling em rios), turistas nadam literalmente sobre cardumes de pacus, dourados e pintados, observando o ecossistema fluvial como nunca viram.

Por que brilhou em 2025: A conscientização global sobre turismo sustentável elevou Bonito de nicho para mainstream. Turistas europeus e asiáticos buscando “a Costa Rica brasileira” encontraram em Bonito experiência até mais sofisticada, com infraestrutura hoteleira de alta qualidade e gastronomia regional que incorpora peixes de água doce, pequi e outros ingredientes do cerrado.

Lençóis Maranhenses (MA): O Deserto que Desafia a Lógica

Dunas brancas de até 40 metros de altura se estendem por 156 mil hectares. Entre elas, de junho a setembro, surgem milhares de lagoas de água doce cristalina – em tons que variam do azul turquesa ao verde esmeralda.

Este fenômeno geológico único acontece porque, diferentemente de desertos verdadeiros, a região recebe cerca de 1.200 milímetros de chuva anualmente (concentrada entre janeiro e junho). As depressões entre dunas acumulam essa água, formando lagoas temporárias que desaparecem no segundo semestre do ano.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses situa-se na transição entre dois biomas gigantes – Amazônia e Caatinga –, criando ecossistema híbrido singular. Acesso principal via São Luís (260 km) ou Parnaíba (260 km), exigindo veículos 4×4 para adentrar o parque.

Por que explodiu em 2025: A estética cinematográfica dos Lençóis – paisagem que parece pertencer a outro planeta – dominou redes sociais. Influenciadores globais compararam o destino a desertos do Oriente Médio, mas com “piscinas naturais gratuitas”. A exclusividade de visitar apenas durante janela específica (lagoas cheias de junho a setembro) criou senso de urgência que impulsionou reservas.

Jalapão (TO): O Último Reduto do Brasil Selvagem

Se há um destino que representa aventura autêntica e não domesticada, é o Jalapão. Localizado no extremo leste do Tocantins, este território de 34 mil quilômetros quadrados de cerrado preservado permanece relativamente inacessível – e nisso reside seu apelo.

Dunas douradas esculpidas pelo vento, cachoeiras que despencam de paredões de até 100 metros (Cachoeira da Formiga, com piscina natural de cor laranja intensa devido à concentração mineral), fervedouros onde a pressão da água emergente impede que pessoas afundem, cânions, rios selvagens com praias desertas.

A logística não é trivial: voo até Palmas, seguido de 220 quilômetros em estradas de terra (exigindo veículos 4×4 e, preferencialmente, comboio de segurança). Hospedagem em acampamentos ou pousadas rústicas em comunidades quilombolas. Sem sinal de celular em boa parte do percurso.

Por que conquistou 2025: Exatamente porque não se rendeu à turistificação. Em era de hiperconectividade, o Jalapão oferece desconexão radical. O perfil de turista que busca este destino mudou: não apenas aventureiros hardcore, mas executivos em burnout, criativos buscando inspiração, casais querendo experiência de reconexão longe de distrações digitais.

Fernando de Noronha (PE): O Paraíso Premium que se Mantém Intocado

Arquipélago vulcânico a 545 quilômetros da costa pernambucana, Fernando de Noronha é o destino brasileiro mais caro – e conscientemente assim. A Taxa de Preservação Ambiental (TPA) progressiva garante que estadias longas custem proporcionalmente mais, funcionando como controle natural de capacidade.

Em 2025, a TPA era de R$ 83,56 por dia. Somando hospedagem (diárias de pousadas entre R$ 1.500-3.000), alimentação e passeios, uma semana em Noronha para casal facilmente ultrapassa R$ 20 mil.

O que justifica? Águas cristalinas do Atlântico Sul, visibilidade de até 50 metros em mergulhos, concentração de vida marinha (tartarugas, tubarões, golfinhos rotadores que visitam diariamente a Baía dos Golfinhos), e a Baía do Sancho – eleita repetidamente a praia mais bonita do mundo.

Por que segue imbatível: Noronha representa o luxo da exclusividade e preservação. Enquanto Caribe e Maldivas lidam com superlotação e degradação de recifes de coral, Noronha mantém controle rígido. Para turistas de alto poder aquisitivo – especialmente estrangeiros – o arquipélago oferece algo que dinheiro raramente compra: natureza pristina protegida por lei.

Chapada dos Veadeiros (GO): Onde Natureza Encontra Misticismo

Situada em Alto Paraíso de Goiás, a 230 quilômetros de Brasília, a Chapada dos Veadeiros ocupa posição única no imaginário turístico brasileiro: é simultaneamente destino de ecoturismo hardcore e epicentro de turismo místico/esotérico.

A região está sobre imenso depósito de cristal de quartzo, o que, segundo crenças locais, gera campo energético especial. Isso atraiu desde os anos 1980 comunidades alternativas, terapeutas holísticos, artistas e buscadores espirituais. Hoje, Alto Paraíso mescla pousadas rústicas com centros de meditação, restaurantes veganos com operadores de trekking.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2001 – preserva cerrado em estado primitivo. Cachoeiras como a Almécegas (queda livre de 45 metros), Catarata dos Couros (formação geológica de cachoeiras sequenciais) e o Vale da Lua (formações rochosas esculpidas por milênios de erosão) são ícones naturais.

Por que ressoa em 2025: A busca por experiências transformacionais e viagens de bem-estar encontrou na Chapada cenário ideal. Turistas não vêm apenas ver cachoeiras, mas participar de retiros de ayahuasca, sessões de terapia de cristais, meditações ao nascer do sol em mirantes, banhos de cachoeira como “limpeza energética”. Místico ou não, a Chapada oferece algo raro: espaço para introspecção profunda em natureza avassaladora.

A Revolução Silenciosa do “Coolcation”

Se há um conceito que definiu tendências turísticas globais em 2025, foi coolcation – fusão de “cool” (fresco/legal) com “vacation” (férias). Mas não se trata de jogo de palavras marketeiro. Trata-se de resposta pragmática às mudanças climáticas.

O Calor que Mudou Destinos

Verão europeu de 2024 e 2025 registrou ondas de calor sem precedentes. Grécia, sul da Itália, sul da Espanha – destinos tradicionalmente populares – ultrapassaram 45°C durante meses de alta temporada. Turistas desmaiando em filas da Acrópole, incêndios florestais forçando evacuações de hotéis, alertas de saúde pública desaconselhando atividades ao ar livre.

O Mediterrâneo, que durante décadas foi sinônimo de férias de verão ideais, tornou-se literal e desconfortavelmente quente.

Viajantes não são irracionais. Reagem a incentivos. E calor extremo é desincentivo poderoso.

Islândia: A Ascensão do Gigante Gelado

Dados do Google mostraram crescimento explosivo nas buscas por Islândia em 2025 – país que há uma década era nicho para aventureiros. Hoje, compete diretamente com Itália e França em popularidade.

Localizada entre Europa e América do Norte, sobre a Dorsal Mesoatlântica (onde placas tectônicas eurasiana e norte-americana se encontram), a Islândia oferece paisagens que parecem pertencer a fantasia: gêiseres expelindo água fervente a 30 metros de altura a cada 10 minutos (Strokkur), geleiras milenares (Vatnajökull cobre 8% do país), vulcões ativos, praias de areia negra vulcânica, e auroras boreais dançando no céu de setembro a março.

Reykjavik, capital com apenas 130 mil habitantes, tornou-se hub estratégico. Companhias aéreas como Icelandair ofereceram stopover gratuito de até 7 dias para quem transita entre Europa e América – estratégia que transformou turistas em trânsito em turistas dedicados.

O apelo do coolcation: Temperaturas de verão islandês raramente ultrapassam 15°C. Para famílias europeias exaustas de ondas de calor, isso não é desvantagem – é luxo climatológico. Caminhar em geleiras, banhar-se na Lagoa Azul (fonte termal geotermal natural), explorar cânions e cachoeiras monumentais sem risco de insolação virou o novo aspiracional.

Escócia: A Surpresa Nórdica que Ninguém Esperava

Se Islândia era previsível, a explosão de buscas por Escócia pegou analistas de surpresa. Mas faz sentido perfeito quando se entende a lógica do coolcation.

As Highlands escocesas – terras altas cortadas por lochs (lagos glaciais), cobertas de urze roxa, pontilhadas por castelos medievais em ruínas – oferecem clima temperado mesmo no verão (15-18°C em média). Edimburgo, capital, sedia em agosto o maior festival de artes do mundo (Edinburgh Festival Fringe), atraindo cultura além de natureza.

Mas o que realmente diferencia a Escócia é profundidade cultural acessível. Destilarias de whisky single malt abrem portas para tours (Speyside tem mais de 50 destilarias em raio de 100 km), castelos contam histórias de clãs e batalhas medievais, trilhas pela West Highland Way oferecem trekking de classe mundial em cenários cinematográficos (literalmente – boa parte de Harry Potter e Outlander foram filmados aqui).

Para turistas buscando clima ameno com experiência cultural robusta, Escócia virou alternativa superior a destinos superaquecidos do sul europeu.

Sustentabilidade: De Nicho para Não-Negociável

Em 2025, sustentabilidade deixou definitivamente de ser diferencial de marketing para se tornar expectativa básica. E os números comprovam: 73% dos viajantes globais consideram práticas sustentáveis como critério decisivo na escolha de destinos e hospedagens.

O Que Mudou na Cabeça do Viajante

A Geração Z (nascidos entre 1997-2012) assumiu poder de compra no mercado turístico. E esta geração não separa consumo de valores. Para eles, viajar para destino que destrói meio ambiente é cognitivamente dissonante – equivale a financiar aquilo que dizem combater.

Mas não é apenas questão geracional. Eventos climáticos extremos tornaram mudanças climáticas tangíveis. Incêndios florestais destruindo destinos turísticos, praias desaparecendo por erosão, recifes de coral branqueando – turistas veem consequências em tempo real.

O resultado? Perguntas que há 5 anos eram raras tornaram-se padrão:

  • “Este hotel compensa emissões de carbono?”
  • “Qual percentual da taxa turística financia conservação?”
  • “Fornecedores locais são priorizados?”
  • “Há limite de visitantes diários neste atrativo?”

Destinos e empresas turísticas que não respondem satisfatoriamente estas perguntas simplesmente perdem reservas.

Turismo Regenerativo: Além de “Não Prejudicar”

O conceito evoluiu. Não basta mais “turismo sustentável” (que mantém status quo). O novo padrão é turismo regenerativo – aquele que deixa destino melhor do que encontrou.

Bonito exemplifica perfeitamente. As taxas turísticas não apenas financiam fiscalização; financiam ativamente restauração de nascentes, reflorestamento de matas ciliares e programas de educação ambiental em escolas locais. Turistas não são apenas visitantes; são, involuntariamente, financiadores de conservação.

Fernando de Noronha deu passo além: turistas podem participar voluntariamente de programas de monitoramento de tartarugas marinhas, coleta de dados para pesquisas científicas sobre tubarões e golfinhos, e mutirões de limpeza de praias. Experiências que agregam valor emocional (senso de propósito e contribuição) além do valor recreativo.

Certificações que Passaram a Importar

Selos ambientais deixaram de ser detalhes em rodapé de site para serem filtros de busca. Plataformas como Booking.com implementaram tags de “Acomodação Sustentável” destacando hotéis com certificações reconhecidas:

  • Biosphere Tourism – certificação de turismo responsável reconhecida pela UNESCO
  • LEED – padrão de construção sustentável
  • Carbono Neutro – compensação total de emissões
  • Fair Trade Tourism – garantia de práticas trabalhistas justas

Hotéis sem estas certificações enfrentam competição desigual. Viajantes conscientes filtram buscas por “apenas opções sustentáveis”, excluindo automaticamente acomodações convencionais.

Japão: O Fascínio que Nunca Envelhece

Enquanto destinos entram e saem de moda, o Japão mantém posição inabalável: destino mais desejado globalmente em 2025, repetindo posição dos últimos 5 anos. O que explica este magnetismo perpétuo?

A Alquimia Impossível de Ultramodernidade e Tradição

Tóquio é metrópole de 14 milhões de habitantes (37 milhões na região metropolitana) que parece vinda do futuro: trens-bala com pontualidade de segundo, robôs servindo em restaurantes, bairros inteiros de arranha-céus cintilantes, densidade tecnológica que faz outras capitais parecerem provincianas.

A 2 horas e 15 minutos de trem-bala, Kyoto preserva mais de 2.000 templos budistas e santuários xintoístas exatamente como eram há séculos. Gueixas ainda caminham por ruelas de pedra no distrito de Gion. Cerimônias do chá seguem rituais imutáveis. Jardins zen mantêm estética de simplicidade sofisticada desenvolvida há 600 anos.

Este equilíbrio – ultramoderno sem destruir tradicional – é quase impossível de replicar. E o Japão o executa não como museu, mas como cultura viva e funcional.

Soft Power Cultural como Motor Turístico

O sucesso global de animes e mangás criou familiaridade emocional com Japão antes mesmo da visita física. Millennials e Gen Z cresceram assistindo Studio Ghibli, Naruto, One Piece. Para eles, Tóquio não é destino estrangeiro desconhecido – é lugar que habitam imaginativamente há anos.

Gastronomia japonesa deixou de ser apenas sushi. Turistas buscam ramen autêntico em izakayas locais, experienciam kaiseki (alta cozinha japonesa de múltiplos pratos), visitam mercados de peixe às 5h da manhã, fazem tours em fazendas de wagyu. Tóquio tem mais estrelas Michelin que Paris – fato que atrai gourmets globais.

Filosofias de vida japonesas – ikigai (razão de ser), wabi-sabi (beleza da imperfeição), shinrin-yoku (banho de floresta) – ressoam profundamente com viajantes buscando significado e bem-estar. Livrarias de aeroportos estão cheias de títulos sobre “como viver como japonês”.

Infraestrutura que Elimina Friç ões

Viajar no Japão é experiência de eficiência sublime. Trens chegam com precisão de 30 segundos. Wi-Fi gratuito é ubíquo. Sinalização é multilíngue. Banheiros públicos são impecavelmente limpos. Segurança é tal que turistas relatam esquecer laptops em cafés e encontrá-los intocados horas depois.

Para viajantes de primeira viagem internacional, o Japão funciona como “modo fácil” – exótico culturalmente, mas sem caos logístico. Para viajantes experientes, é padrão de excelência operacional que poucos países atingem.

O Que Isso Significa Para Você, Viajante

Tendências são fascinantes intelectualmente. Mas o que importa é: como estas mudanças afetam concretamente suas próximas viagens?

Planejamento Antecipado Deixou de Ser Opcional

Destinos com controle de capacidade – Bonito, Fernando de Noronha, Jalapão – exigem reservas com 3 a 6 meses de antecedência, especialmente para alta temporada. O viajante espontâneo, que decide viagem com 3 semanas de antecedência, encontrará ingressos esgotados e preços majorados dramaticamente.

O que fazer: Defina calendário de viagens no início do ano. Identifique destinos prioritários e reserve atrativos principais imediatamente, mesmo que detalhes como restaurantes e passeios secundários sejam decididos depois.

Custos Aumentaram – Mas o Valor Também

Não adianta fingir: viajar de forma sustentável, para destinos preservados, com experiências autênticas, custa mais que pacotes de turismo de massa. Um passeio de flutuação em Bonito custa R$ 200-500. Noronha facilmente demanda R$ 20 mil/semana para casal.

Mas a equação mudou. Viajantes de 2025 avaliam retorno emocional e significado, não apenas custo por dia. Preferem 1 semana transformadora em Jalapão a 2 semanas convencionais em resort all-inclusive.

O que fazer: Priorize qualidade sobre quantidade. Menos viagens, mais profundas. Economize eliminando gastos vazios do dia a dia e invista em experiências que realmente importam.

Preparo Físico e Mental São Parte do Planejamento

Chapada dos Veadeiros exige trilhas de 8-12 km. Jalapão demanda resiliência para acampamentos rústicos e calor de 35°C. Lençóis Maranhenses implica caminhar em dunas sob sol forte.

Estes destinos não são “relaxamento passivo”. São desafios que recompensam preparados e frustram despreparados.

O que fazer: Semanas antes da viagem, inicie preparação física (caminhadas, natação). Pesquise condições reais do destino além de fotos bonitas do Instagram. Avalie honestamente seu nível de conforto com rusticidade.

Alfabetização Cultural É Vantagem Competitiva

Viajar para Japão sem conhecer etiqueta básica (tirar sapatos ao entrar em casas, não dar gorjetas, silêncio em trens) gera constrangimentos evitáveis. Islândia tem regras rígidas de preservação (não sair de trilhas demarcadas, não usar drones sem licença).

Turistas culturalmente alfabetizados têm experiências mais ricas e evitam gafes que, no mínimo, são embaraçosas e, no máximo, resultam em multas.

O que fazer: Dedique tempo pré-viagem estudando cultura do destino. Aprenda cumprimentos básicos no idioma local. Entenda normas sociais. Isso não é apenas respeito; é ferramenta para experiência mais profunda.

Tecnologia Como Aliada, Não Protagonista

Apps de tradução (Google Translate com modo offline), GPS (Maps.me funciona offline), reservas digitais – tecnologia facilita logística. Mas destinos como Jalapão e Chapada dos Veadeiros são buscados justamente para desconexão digital.

O desafio é usar tecnologia como ferramenta sem deixar que domine a experiência. GPS para não se perder: sim. Instagram stories a cada 10 minutos: não.

O que fazer: Estabeleça “zonas de desconexão” – períodos ou locais onde smartphone fica na mochila. Experiências sensoriais diretas (som de cachoeira, cheiro de cerrado após chuva, toque de água cristalina) são registradas na memória, não na nuvem.

Perspectivas Para 2026: O Que Vem Por Aí

Tendências identificadas em 2025 não são flashes passageiros. São movimentos estruturais que devem se intensificar. Aqui está o que observadores do setor projetam:

Turismo Doméstico Continuará Aquecido

Com quase 10 milhões de turistas estrangeiros descobrindo o Brasil, a visibilidade internacional aumentou. Mas para brasileiros, câmbio desfavorável mantém viagens internacionais caras. Resultado: redescobrimento do próprio país.

Regiões ainda subutilizadas – Amazônia (com ecoturismo comunitário ganhando estrutura), Pantanal (pós-incêndios de 2020, recuperado e com infraestrutura melhorada), Serra Gaúcha (enoturismo sofisticado) –

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