Influenciadora revela destinos em Pernambuco que estão conquistando brasileiros em 2025

Redação Guia na Mochila
12/01/2026 19:26
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Atualizado há 3 semanas
Vista aérea da Praia de Carneiros, Pernambuco, com a Capela de São Benedito na areia, água verde-cristalina, coqueiros e pess

Giullia Buscaccio Encanta Seguidores com Registro Fotográfico Deslumbrante em Pernambuco e Reacende Interesse pelo Destino Nordestino

A influenciadora digital Giullia Buscaccio movimentou as redes sociais ao compartilhar uma série de fotografias de sua passagem por Pernambuco, estado que se consolida como um dos destinos mais completos do Nordeste brasileiro. As imagens, que capturam desde as águas cristalinas do litoral até elementos da rica cultura local, reacendem o interesse de viajantes por uma região que combina praias paradisíacas, patrimônio histórico preservado e gastronomia singular, atraindo mais de 16 milhões de visitantes anualmente em períodos pré-pandemia.

O que aconteceu?

Close-up da influenciadora Giullia Buscaccio com cabelo castanho ondulado, sorrindo e olhando para a frente.

Giullia Buscaccio utilizou suas plataformas digitais para documentar sua experiência em terras pernambucanas, compartilhando com sua audiência registros visuais que destacam a diversidade de atrativos do estado. Embora os detalhes específicos sobre datas, locais exatos visitados e declarações textuais da influenciadora não tenham sido divulgados publicamente de forma consolidada, o impacto das publicações ressoa com uma tendência crescente no turismo brasileiro: a influência das redes sociais na escolha de destinos de viagem.

Segundo dados do Ministério do Turismo, aproximadamente 67% dos viajantes brasileiros entre 18 e 35 anos são diretamente influenciados por conteúdos em redes sociais ao definirem seus próximos roteiros. Quando personalidades com audiência significativa compartilham experiências autênticas, observa-se um efeito mensurável: aumento de 40% a 60% nas buscas online pelo destino nas primeiras 72 horas após publicações virais. Este fenômeno transforma criadores de conteúdo em embaixadores não-oficiais de regiões turísticas, democratizando informações que antes dependiam exclusivamente de agências de viagem ou guias tradicionais.

As fotografias compartilhadas por Buscaccio inserem-se em um contexto maior de valorização do Nordeste como destino turístico premium, capaz de competir com destinos internacionais em beleza natural, infraestrutura hoteleira e experiências gastronômicas. Pernambuco, especificamente, oferece um portfólio raro que atende desde viajantes em busca de história e cultura até aqueles que priorizam contato com a natureza em estado de preservação excepcional.

Entenda o Contexto: Pernambuco como Destino Estratégico no Mapa Turístico Nacional

Pernambuco consolidou-se nas últimas décadas como um dos pilares do turismo nordestino, posicionando-se estrategicamente entre história, natureza e modernidade. O estado oferece uma amplitude de experiências que poucos destinos brasileiros conseguem reunir em um único território: das ladeiras coloniais de Olinda, Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1982, às águas mornas e piscinas naturais de Porto de Galinhas; do cosmopolitismo cultural de Recife, conhecida como “Veneza Brasileira” por seus canais e pontes, até a exclusividade ecológica de Fernando de Noronha, arquipélago que limita visitação para preservar seu status de Patrimônio Natural da Humanidade.

Recife, a capital pernambucana e quarta maior área metropolitana do Nordeste, funciona como hub de distribuição turística, com seu aeroporto internacional Gilberto Freyre conectando o estado a destinos nacionais e internacionais. O Recife Antigo, bairro histórico que passou por revitalização planejada, transformou-se em polo gastronômico e cultural de referência, onde casarões coloniais abrigam restaurantes contemporâneos, centros culturais e uma vida noturna vibrante. Durante o Carnaval, a cidade explode em uma celebração multicultural que mistura frevo, maracatu, caboclinho e outras expressões culturais autênticas, atraindo centenas de milhares de foliões anualmente.

A apenas 60 quilômetros da capital, Porto de Galinhas representa o arquétipo da praia nordestina de postal: águas transparentes em tons de verde-esmeralda, piscinas naturais formadas por recifes de corais repletas de peixes coloridos, coqueirais extensos e infraestrutura turística desenvolvida. O destino figura consistentemente entre as praias mais desejadas do Brasil em pesquisas de intenção de viagem, tendo desenvolvido uma rede hoteleira que vai de pousadas familiares econômicas a resorts all-inclusive de padrão internacional. A variedade de passeios disponíveis inclui desde jangadas tradicionais que levam às piscinas naturais até mergulhos em naufrágios históricos e cavalgadas ao pôr do sol.

Fernando de Noronha, por sua vez, representa o ápice do ecoturismo brasileiro e um dos destinos de maior exclusividade do país. Localizado a 545 quilômetros da costa, o arquipélago vulcânico possui beleza cênica que já lhe rendeu o título de melhor praia do mundo (Baía do Sancho) em rankings internacionais por diversas vezes consecutivas. A preservação ambiental rigorosa, que inclui limitação diária de visitantes e cobrança de taxa de preservação proporcional ao tempo de permanência, garante que praias como Baía dos Porcos, Praia do Leão e Atalaia mantenham suas características praticamente intocadas. A vida marinha abundante, com golfinhos rotadores visíveis diariamente, tartarugas marinhas em processo de desova e mais de 230 espécies de peixes catalogadas, transforma o arquipélago em santuário para mergulhadores e observadores da natureza.

Olinda completa o quarteto de destinos imperdíveis pernambucanos, oferecendo uma experiência de imersão histórica genuína. Suas ladeiras íngremes abrigam mais de 20 igrejas barrocas dos séculos XVI e XVII, com destaque para o Mosteiro de São Bento, a Igreja da Sé e o Convento de São Francisco, todas com interior ricamente ornamentado em talha dourada. O casario colonial colorido preserva não apenas arquitetura, mas um modo de vida: ateliês de artistas plásticos, oficinas de artesãos, centros culturais e a famosa produção de bonecos gigantes que protagonizam o Carnaval olindense coexistem nas mesmas ruas que testemunharam a colonização portuguesa.

Além desses destinos consagrados, Pernambuco guarda joias menos exploradas pelo turismo de massa: Carneiros, com sua igrejinha à beira-mar que se tornou cenário de casamentos e ensaios fotográficos; Tamandaré e a Rota do Cavalo-Marinho, projeto de preservação que permite observação controlada da espécie ameaçada; as praias desertas do litoral sul como São José da Coroa Grande; e o interior com cidades históricas como Igarassu, fundada em 1535 e que preserva a igreja mais antiga do Brasil ainda em funcionamento.

Impacto para o Viajante: Como Conteúdos de Influenciadores Transformam a Experiência Turística

A divulgação de destinos por criadores de conteúdo digital representa uma transformação profunda na forma como viajantes planejam e experimentam suas jornadas. Diferentemente da publicidade tradicional ou de guias turísticos convencionais, o conteúdo gerado por influenciadores oferece perspectiva pessoal, autenticidade visual e interação direta, criando conexão emocional antes mesmo da viagem acontecer. Para quem planeja conhecer Pernambuco, acompanhar experiências compartilhadas nas redes sociais oferece vantagens práticas imediatas.

Primeiro, a economia de tempo na fase de pesquisa: ao observar os locais visitados, estabelecimentos frequentados e experiências destacadas por personalidades confiáveis, viajantes recebem validação social de suas escolhas e podem montar roteiros inspirados em vivências reais, eliminando horas de consulta a múltiplas fontes. Segundo, a formação de expectativas realistas: fotografias e vídeos autênticos (quando não excessivamente editados) permitem avaliar se o perfil do destino corresponde ao estilo pessoal de viagem, se as praias realmente apresentam as cores vibrantes divulgadas, se a infraestrutura local atende necessidades específicas, se a gastronomia regional agrada ao paladar individual.

Terceiro, o acesso a dicas práticas que raramente constam em guias formais: melhores horários para visitar atrações evitando multidões, restaurantes locais frequentados por moradores (e não apenas pontos turísticos), praias menos conhecidas que oferecem experiências similares às famosas por fração do custo, cuidados específicos com correntes marítimas, necessidade de protetor solar biodegradável em áreas de preservação de corais, épocas de maior probabilidade de águas claras para piscinas naturais.

Para o destino Pernambuco especificamente, conteúdos bem produzidos ajudam a distribuir o fluxo turístico para além dos pontos óbvios. Quando influenciadores exploram praias do litoral sul, comunidades quilombolas do interior, festivais culturais regionais ou rotas gastronômicas menos divulgadas, atraem visitantes para localidades que se beneficiam economicamente sem sofrer a sobrecarga turística das áreas mais famosas. Esse efeito democratiza oportunidades para pousadas familiares, restaurantes típicos e operadoras locais que não teriam recursos para publicidade tradicional.

Entretanto, o fenômeno também apresenta desafios que viajantes conscientes devem considerar. O aumento súbito de visitantes em locais frágeis ecologicamente pode causar degradação ambiental se não houver gestão adequada. Praias com recifes de corais, como Porto de Galinhas e Maracaípe, sofrem com pisoteio, quebra de formações e poluição por protetores solares químicos. Fernando de Noronha desenvolveu sistema de gestão que limita impacto, mas outros destinos ainda carecem de estrutura para absorver fluxos turísticos intensos preservando características originais.

O viajante informado deve, portanto, complementar a inspiração visual das redes sociais com pesquisa sobre práticas sustentáveis: preferência por operadoras credenciadas e comprometidas com preservação, uso de produtos biodegradáveis, respeito a áreas de reprodução de espécies marinhas, contratação de guias locais que conhecem limites ecológicos, disposição adequada de resíduos, escolha de hospedagens com certificações ambientais. Pernambuco oferece estrutura crescente para turismo responsável, com projetos como a Rota do Cavalo-Marinho em Tamandaré, que transforma pescadores em guardiões da espécie, e iniciativas de educação ambiental em Fernando de Noronha.

Quanto ao planejamento financeiro, Pernambuco apresenta amplitude orçamentária significativa. Destinos como Fernando de Noronha exigem investimento considerável: taxa de preservação ambiental que varia conforme dias de permanência (podendo ultrapassar R$ 400 para estadias longas), hospedagens com diárias mínimas de R$ 500-600 em pousadas simples até valores premium em resorts, alimentação com custos elevados devido à logística insular. Já praias do litoral sul e do interior permitem viagens econômicas mantendo qualidade de experiência, com pousadas a partir de R$ 150-200 a diária, alimentação em restaurantes locais por R$ 40-60 por pessoa e passeios acessíveis.

A sazonalidade influencia dramaticamente custos e experiência. Alta temporada (dezembro a março, julho) concentra visitantes, eleva preços e pode comprometer a tranquilidade em praias populares, mas oferece clima mais estável e mar calmo. Baixa temporada (abril a junho, agosto a novembro, exceto feriados) apresenta vantagens: descontos de 30-50% em hospedagens, praias desertas, atendimento mais personalizado, embora com risco maior de chuvas no período de abril a julho. Para Fernando de Noronha especificamente, setembro a março oferece melhor visibilidade para mergulho, enquanto dezembro a fevereiro concentra desovas de tartarugas.

🧳 Dicas de Bordo: Guia na Mochila

  • Planejamento: Reserve com 60-90 dias de antecedência, especialmente para Fernando de Noronha, que exige agendamento prévio do ingresso de visitação além de hospedagem limitada. Para Porto de Galinhas e Recife, antecedência menor funciona, mas garante melhores preços. Monte roteiro mesclando destinos famosos com praias menos conhecidas para equilibrar experiência autêntica e economia.
  • Economia: Viaje na baixa temporada (abril-junho, agosto-novembro) para aproveitar descontos substanciais. Em Porto de Galinhas, hospede-se em Ipojuca ou Maracaípe (vilarejos vizinhos) com valores 30-40% menores. Coma em restaurantes frequentados por locais no Recife Antigo e em Olinda. Para Fernando de Noronha, considere estadias curtas (3-4 dias) para reduzir taxa ambiental, priorizando passeios essenciais.
  • O Pulo do Gato: Use protetor solar biodegradável (livre de oxibenzona e octinoxato) nas piscinas naturais para preservar corais e evite alimentar peixes, prática que desequilibra ecossistema. Contrate passeios de jangada em Porto de Galinhas com jangadeiros credenciados diretamente na praia (mais econômico que agências). Em Olinda, visite ao final da tarde para fotografar o pôr do sol sobre Recife e aproveitar temperatura mais amena nas ladeiras históricas. No Recife, não deixe de provar a tapioca regional no Parque das Esculturas de Francisco Brennand ao amanhecer, experiência gastronômica e cultural autêntica longe dos roteiros turísticos convencionais.

Pernambuco Além das Redes Sociais: Experiências que Merecem Registro

Enquanto as fotografias compartilhadas por influenciadores capturam momentos específicos e enquadramentos cuidadosamente selecionados, a experiência completa de Pernambuco revela-se em camadas sucessivas de descoberta. O estado oferece sensações que transcendem o registro fotográfico: o sabor complexo da caldeirada de frutos do mar preparada segundo receitas centenárias, servida em panela de barro fumegante; o ritmo contagiante do frevo que faz pernas se movimentarem involuntariamente mesmo para quem nunca dançou; o silêncio quase reverencial ao observar tartarugas marinhas emergindo para desovar sob céu estrelado em Fernando de Noronha; a brisa perfumada de mangues que envolve os canais do Recife ao entardecer; o contraste tátil entre pedras irregulares seculares nas ladeiras de Olinda e a areia fina e branca das praias do litoral sul.

A gastronomia pernambucana, especialmente, merece atenção destacada. Além da badalada tapioca e do bolo de rolo (doce oficial do estado, com camadas finíssimas de massa e goiabada), a culinária regional oferece criações únicas: a buchada de bode, prato sertanejo de preparo trabalhoso; o sarapatel com seus temperos intensos; a carne de sol com macaxeira cremosa; o sururu ensopado; a moqueca à pernambucana com leite de coco; e sobremesas como cartola (banana frita com queijo coalho e canela), baba de moça e cocada. Restaurantes como Parraxaxá, Oficina do Sabor e Beijupirá elevaram ingredientes regionais a status de alta gastronomia, enquanto botecos tradicionais como o Buraco da Otília e mercados públicos como São José preservam autenticidade popular.

O patrimônio cultural imaterial também compõe riqueza nem sempre capturada em posts de redes sociais. O Carnaval pernambucano, diferente do carioca centrado em escolas de samba ou do baiano com trios elétricos, celebra diversidade de expressões: o frevo de Recife com seus passos acrobáticos e sombrinhas coloridas; o maracatu de baque virado com suas alfaias percussivas; o caboclinho com suas lanças e coreografias indígenas; o maracatu rural com suas fantasias espelhadas. Fora do Carnaval, apresentações acontecem ano todo em espaços como o Pátio de São Pedro e centros culturais, permitindo contato com tradições vivas.

Para viajantes interessados em experiências menos convencionais, Pernambuco reserva possibilidades fascinantes: mergulho em naufrágios históricos na costa de Porto de Galinhas, onde embarcações dos séculos XVIII e XIX abrigam vida marinha abundante; trilhas ecológicas na Reserva de Gurjaú, remanescente de Mata Atlântica a poucos quilômetros de Recife; observação de aves em manguezais do Cabo de Santo Agostinho; visitas a engenhos coloniais que mantêm produção artesanal de cachaça e rapadura; turismo comunitário em comunidades quilombolas e aldeias indígenas que compartilham conhecimentos ancestrais sobre plantas medicinais e artesanato tradicional.

Conectividade e Infraestrutura: Facilitadores da Experiência Pernambucana

A acessibilidade de Pernambuco contribui significativamente para sua popularidade crescente. O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre recebe voos diretos de principais capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza) e conexões internacionais via Lisboa, Miami e Buenos Aires. Companhias de baixo custo como Gol, Azul e Latam operam rotas frequentes, com passagens promocionais que podem ficar abaixo de R$ 500 ida e volta em períodos de baixa demanda, tornando o destino acessível para viajantes de orçamento limitado.

A malha rodoviária bem desenvolvida facilita deslocamentos terrestres. A BR-101 conecta Recife ao litoral sul (Porto de Galinhas, Tamandaré, São José da Coroa Grande) em percursos de 60 a 120 quilômetros por estradas em bom estado de conservação. Serviços de transfer, vans compartilhadas e ônibus regulares atendem quem não aluga veículo, embora ter carro próprio ofereça flexibilidade para explorar praias desertas e paradas gastronômicas espontâneas. Para Fernando de Noronha, voos diários partem de Recife e Natal, com duração aproximada de uma hora e necessidade de reserva antecipada, especialmente em alta temporada.

A infraestrutura hoteleira pernambucana amadureceu consideravelmente nas últimas décadas. Recife oferece desde hotéis históricos no bairro de Santo Antônio até redes internacionais na orla de Boa Viagem, passando por pousadas boutique em Olinda com vista para o mar. Porto de Galinhas desenvolveu parque hoteleiro completo, com resorts all-inclusive de padrão internacional (Nannai, Summerville, Armação), hotéis de rede confiáveis (Ibis, Transamerica) e pousadas charmosas com gestão familiar. Fernando de Noronha, embora mais limitado devido a restrições ambientais, conta com pousadas que vão do básico funcional ao luxo sofisticado, todas seguindo normas estritas de construção e operação sustentável.

A conectividade digital, aspecto crucial para viajantes contemporâneos acostumados a compartilhar experiências em tempo real, funciona adequadamente nas áreas urbanas e destinos principais. Recife e Olinda possuem cobertura 4G estável das principais operadoras, assim como Porto de Galinhas e praias do litoral sul. Fernando de Noronha apresenta desafios maiores: cobertura limitada de operadoras (Vivo e Claro com melhor sinal), velocidades reduzidas e wi-fi em pousadas nem sempre confiável, refletindo priorização da desconexão digital como parte da experiência de imersão natural.

A segurança, preocupação legítima de viajantes, exige os cuidados habituais de grandes centros urbanos brasileiros. Recife possui áreas seguras e bem policiadas (Recife Antigo durante o dia, Boa Viagem em zonas específicas) e outras que demandam cautela, especialmente à noite. Olinda é relativamente tranquila nas áreas históricas turísticas, com presença policial regular. Porto de Galinhas e demais praias do litoral apresentam ambiente seguro, com maior risco relacionado a furtos de objetos deixados sem vigilância em barracas de praia. Fernando de Noronha possui baixíssimos índices de criminalidade, funcionando quase como vila onde todos se conhecem.

Sustentabilidade e Responsabilidade: O Futuro do Turismo Pernambucano

O crescimento contínuo do turismo em Pernambuco, amplificado pela exposição em redes sociais, trouxe consigo desafios de sustentabilidade que demandam atenção de gestores públicos, iniciativa privada e, crucialmente, dos próprios viajantes. Fernando de Noronha estabeleceu modelo referencial de gestão turística sustentável que equilibra preservação ambiental com desenvolvimento econômico: limitação diária de visitantes, taxa de preservação progressiva que desestimula estadias excessivamente longas, áreas de acesso restrito para proteção de espécies sensíveis, educação ambiental obrigatória para operadores turísticos e campanhas permanentes de conscientização.

O projeto Tamar, presente tanto em Fernando de Noronha quanto no litoral, desenvolve trabalho fundamental de preservação de tartarugas marinhas, permitindo que visitantes participem de solturas de filhotes (quando disponíveis conforme período de reprodução) e aprendam sobre ameaças enfrentadas pelas espécies. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) gerencia Unidades de Conservação como o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a APA Costa dos Corais, implementando regras de visitação que protegem ecossistemas frágeis.

Em Porto de Galinhas, desafios se mostram mais complexos. O crescimento turístico acelerado trouxe pressão sobre recifes de corais, com estudos identificando branqueamento em áreas de maior visitação, poluição por resíduos sólidos e pisoteio em formações sensíveis. Iniciativas recentes buscam ordenar passeios às piscinas naturais, treinar jangadeiros em práticas sustentáveis e implementar sistemas de coleta seletiva, mas resultados dependem de fiscalização consistente e conscientização contínua de visitantes.

O viajante consciente pode contribuir ativamente para preservação adotando comportamentos simples mas impactantes: escolher operadoras certificadas que sigam normas ambientais; respeitar capacidade de carga de embarcações e grupos em trilhas; não tocar, alimentar ou perseguir fauna marinha; recolher e descartar adequadamente todos os resíduos; usar produtos biodegradáveis em ambientes aquáticos; contratar guias locais que recebem treinamento em conservação; apoiar estabelecimentos com práticas sustentáveis certificadas; participar de ações voluntárias de limpeza de praias quando disponíveis; e disseminar práticas responsáveis em suas próprias redes sociais, criando ciclo virtuoso de influência positiva.

O turismo comunitário emerge como alternativa sustentável que distribui benefícios econômicos diretamente para populações tradicionais. Comunidades quilombolas, vilarejos de pescadores e assentamentos rurais em Pernambuco desenvolvem experiências autênticas: aulas de culinária tradicional, oficinas de artesanato, caminhadas guiadas por especialistas locais em ecossistemas regionais, hospedagem em casas de família. Essas iniciativas preservam culturas ancestrais enquanto geram renda complementar para guardiões de tradições que correm risco de desaparecer sob pressão da modernização.

Perspectivas: Pernambuco no Cenário Pós-Pandêmico

A retomada do turismo pós-pandemia reposicionou Pernambuco estrategicamente no mapa nacional. Viajantes brasileiros, impedidos de realizar viagens internacionais durante restrições sanitárias, redescobriram belezas do próprio país, e destinos nordestinos com estrutura consolidada colheram benefícios significativos. Pernambuco viu ocupação hoteleira retornar a patamares de 2019 já no segundo semestre de 2022, com movimento especialmente forte em Fernando de Noronha, onde demanda superou oferta em diversos períodos.

Investimentos em infraestrutura turística prometem elevar ainda mais o padrão de experiência. A revitalização de espaços culturais no Recife Antigo, ampliação de pistas do aeroporto internacional para receber aeronaves de maior porte, projetos de saneamento em áreas costeiras e modernização de estradas estaduais compõem agenda governamental de fortalecimento do setor. Iniciativas privadas incluem abertura de resorts de bandeiras internacionais, desenvolvimento de marinas para turismo náutico e criação de rotas gastronômicas certificadas que conectam produtores rurais a restaurantes urbanos.

A profissionalização do setor também avança. Universidades pernambucanas oferecem cursos de turismo, hotelaria e gastronomia que formam profissionais capacitados; programas de qualificação treinam guias turísticos em idiomas, primeiros socorros e interpretação ambiental; certificações de sustentabilidade incentivam estabelecimentos a adotarem práticas responsáveis. Esse amadurecimento reflete-se em experiência superior para visitantes e geração de empregos qualificados para população local.

O papel das redes sociais nesse contexto continuará expandindo. Pernambuco reconheceu o poder do marketing de influência e desenvolve parcerias estratégicas com criadores de conteúdo para divulgação qualificada. Diferentemente de abordagens exclusivamente comerciais, as parcerias mais bem-sucedidas priorizam autenticidade: permitir que influenciadores explorem destinos livremente, compartilhem impressões genuínas e destaquem tanto maravilhas quanto desafios, construindo confiança com audiências cada vez mais céticas quanto a conteúdos patrocinados superficiais.

Para viajantes que, inspirados por publicações como as de Giullia Buscaccio, planejam conhecer Pernambuco, o momento mostra-se propício. A infraestrutura consolidada oferece conforto e segurança; a diversidade de atrativos garante experiências para todos os perfis e orçamentos; iniciativas de sustentabilidade permitem turismo consciente; e a autenticidade cultural preservada proporciona imersão genuína em tradições centenárias. Pernambuco não é apenas cenário fotogênico para redes sociais, mas destino complexo e recompensador que se revela generosamente a quem dedica tempo para explorá-lo além das imagens de postal, descobrindo em cada canto a alma vibrante do Nordeste brasileiro.

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